Doenças da Tireoide

Neste artigo de hoje, vamos falar sobre as populares doenças da tireoide, um problema bastante comum no mundo, que afeta 2 a 4% dos indivíduos com mais de 65 anos e até 1% da população em geral. Existem várias doenças relacionadas à glândula tireoide, desde problemas simples de serem resolvidos até casos que causam risco de vida ao portador. Nesse artigo você terá um panorama geral e resumido dessas doenças. Vamos lá?

Doenças da Tireoide

Localização da glândula tireoide no pescoço. Adaptado de WebMD.

O que é a tireoide?

A tireoide ou tiroide é uma glândula endócrina presente na região anterior (da frente) do nosso pescoço, logo abaixo da cartilagem tireoidea (o “pomo-de-adão”, mais proeminente nos homens). Essa glândula é muito importante para o corpo humano, pois é responsável pela produção de dois hormônios: o T3 (triiodotironina) e o T4 (tetraiodotironina). Esses hormônios atuam em praticamente todas as células, tecidos e órgãos do nosso corpo, e são responsáveis pela regulação do metabolismo e do controle termogênico (da produção de calor) do nosso corpo.

De um modo geral, a maior parte da produção hormonal da glândula está na forma de T4, que depois será convertido em T3, chamada de forma ativa do hormônio tireoideo.

Hormônios da tireoide

Glandulas Paratireoides

Localização das glândulas paratireoides, que ficam logo atrás da tireoide, na maior parcela da população. Adaptado de Mayo Foundation.

Além da produção dos hormônios T3 e T4, temos ainda na tireoide a produção de outro hormônio menos conhecido, mas muito importante: a calcitonina, que como o próprio nome já nos dá ideia, tem relação com o controle do cálcio em nosso corpo. A calcitonina é responsável por captar o cálcio do sangue e adicioná-lo aos ossos, dentre outras funções.

Além da tireoide, na mesma região, existem as chamadas glândulas paratireoides, que produzem o paratormônio ou PTH, que realiza função contrária à calcitonina, ou seja, retira o cálcio dos ossos para adicioná-lo no sangue.

Portanto, em resumo, na glândula tireoide temos a produção de 3 hormônios essenciais (dois deles que atuam em nosso metabolismo e outro responsável pelo controle dos níveis de cálcio) e, muito próximos à tireoide, temos ainda as Paratireoides, responsáveis pela produção de mais um hormônio importante na manutenção dos níveis de cálcio do nosso corpo.

Que tipos de doenças da tireoide existem?

De um modo geral, nós podemos dividir as doenças que acometem a tireoide em alguns tipos:

Quando nossa tireoide está produzindo menos hormônios T3 e T4 do que deveria, nós temos o chamado hipotireoidismo. Quando, ao contrário, por algum motivo, nós estamos produzindo excesso de hormônios da tireoide, temos o chamado hipertireoidismo.

Essas duas doenças podem estar ou não acompanhadas do aumento de volume da tireoide, que é popularmente conhecido como bócio.

Bócio da Tireoide

O bócio da tireoide mais comum é o de pequeno volume, nas pessoas com acesso à saúde. Adaptado de: Struma nodosa (Class II), Wikipedia.

Temos ainda a existência de nódulos na tireoide, que podem ser benignos ou malignos (câncer), e alterar ou não a produção de hormônios tireoideos.

Vamos entender cada um desses problemas com mais detalhes? Vem comigo!

Hipertireoidismo

Como nós falamos acima, o hipertireoidismo significa que temos uma tireoide hiperfuncionante, ou seja, mais ativa do que deveria. Na maioria das vezes isso causa um excesso de hormônios da tireoide circulantes no sangue, o que é chamado de tireotoxicose. Como esses hormônios controlam principalmente a produção de calor do nosso corpo e o nosso metabolismo, uma pessoa com hipertireoidismo costuma ter sintomas que denotam um metabolismo acelerado e excesso da produção de calor.

Os sintomas de hipertireoidismo mais comuns são, portanto:

  • Hiperatividade e irritabilidade;
  • Palpitações;
  • Intolerância ao calor e sudorese excessiva;
  • Pele quente e úmida;
  • Fadiga e fraqueza;
  • Perda de peso e aumento do apetite;
  • Diarreia;
  • Excesso de idas ao banheiro para urinar;
  • Oligomenorreia (intervalos maiores do que 35 dias entre uma menstruação e outra);
  • Perda de libido.

Indo ao médico, este poderá encontrar diversos sinais de hipertireoidismo:

  • Taquicardia;
  • Arritmia, especialmente em idosos;
  • Tremores;
  • Bócio (aumento do volume da tireoide);
  • Fraqueza muscular;
  • Ginecomastia, nos homens;
  • Oftalmopatia: proptose (olhos saltados) e retração da pálpebra, dentre outros sinais. Tipicamente, os olhos parecem “esbugalhados”;
  • Dermopatia, geralmente vista na forma de placas avermelhadas nas canelas;
  • Unhas amolecidas, fracas e/ou em formato de vidro de relógio (arredondadas e convexas).
  • Aumento da amplitude dos reflexos tendinosos;
Oftalmopatia de Graves

Essa é a oftalmopatia de Graves, comum principalmente na doença de Graves. O “olhar esbugalhado” é clássico da doença.

Em resumo, no hipertireoidismo, temos um quadro clínico que envolve três fatores, que podem estar todos presentes ou não: a tireotoxicose (excesso de hormônios, que leva a aceleração do metabolismo e sintomas já comentados), aumento de volume da tireoide (que pode ser um bócio ou um nódulo) e/ou alterações oculares (oftalmopatia).

É importante lembrar que nem todos esses sinais e sintomas devem estar presentes para que se pense em um hipertireoidismo! Além disso, existe ainda o chamado hipotireoidismo subclínico, geralmente em estágios iniciais da doença, onde não existe ainda nenhum sintoma, mas, através de exames laboratoriais, podemos identificar a doença.

Outro problema que pode levar ao atraso na detecção da doença é a falta de aumento de volume na tireoide, o que pode atrasar a ida ao médico, principalmente em idosos.

Causas do hipertireoidismo

A causa mais comum do hipertireoidismo e da tireotoxicose é a chamada Doença de Graves, uma doença autoimune que afeta principalmente mulheres, em torno de 20 a 50 anos de idade. A causa da Doença de Graves é multifatorial e envolve fatores genéticos e ambientais. O tabagismo é um fator de risco para o desenvolvimento da doença e, nesses pacientes, é mais comum o achado de Oftalmopatia.

Uma doença autoimune significa que são produzidos anticorpos e células do nosso sistema imune que, ao invés de nos defender contra invasores e efetuarem seu papel nos processos de inflamação, acabam levando a uma desorganização em algum ponto do nosso corpo. No caso da Doença de Graves, anticorpos se ligam ao receptor do hormônio TSH na tireoide, estimulando essa glândula a produzir hormônios.

Vamos falar sobre doenças autoimunes em um próximo artigo aqui no MedSimples.

Outras causas do hipertireoidismo envolvem o chamado bócio tóxico multinodular e um adenoma tóxico (um único nódulo responsável por produzir excesso de hormônios), tireoidite (inflamação na glândula tireoide), uso de Amiodarona (um medicamento para tratar arritmias cardíacas).

Ainda outra causa é o chamado hipertireoidismo central, causado por um excesso da produção de hormônio TSH pela hipófise, estimulando excessivamente a tireoide. Isso é causado geralmente por um adenoma de hipófise (um tumor benigno), responsável por apenas 1% das causas de hipertireoidismo.

Não nos convém falar com detalhes sobre essas doenças nesse artigo, mas assim que possível publicaremos mais informações sobre estas.

Hipotireoidismo

Basicamente, o hipotireoidismo é o contrário do hipertireoidismo: nós temos uma tireoide hipofuncionante, ou seja, produzindo menos hormônios do que deveria. No caso do hipotireoidismo, temos um metabolismo lento e menor produção de calor.

Os principais sintomas de hipotireoidismo são, portanto:

  • Cansaço, fraqueza (que pode ser confundida inclusive com Depressão);
  • Pele seca;
  • Perda de cabelo;
  • Intolerância ao frio;
  • Dificuldade de concentração e falta de memória;
  • Constipação (intestino preso);
  • Ganho de peso mesmo com falta de apetite;
  • Voz rouca;
  • Menorragia (menstruação de dura mais de 7 dias ou excesso de sangue), que mais tarde pode mudar para oligomenorreia ou amenorreia (falta de menstruação);

No consultório, o médico pode encontrar os seguintes sinais de hipotireoidismo:

  • Pele seca, grossa e com extremidades frias;
  • Mixedema (inchaço característico em rosto, mãos e pés);
  • Alopecia difusa (perda de cabelo em toda a região do couro cabeludo);
  • Bradicardia (diminuição da frequência cardíaca);
  • Atraso nos reflexos tendinosos;

Causas do hipotireoidismo

A causa mais comum no mundo de hipotireoidismo é a deficiência de iodo na dieta. Desde 1982, após avanços na legislação do Brasil, é obrigatório a adição de uma quantidade específica de iodo no sal de cozinha dos brasileiros, o que reduziu drasticamente o hipotireoidismo, com uma medida simples e barata. Porém, em países mais pobres e menos evoluídos em termos de legislação e saúde pública, essa ainda é a causa mais comum da doença.

Em países que fazem suplementação de iodo, como no Brasil, as causas mais comuns são doença autoimune (tireoidite de Hashimoto) e tratamento do hipertireoidismo.

Mas como assim, tratamento do hipertireoidismo? Uma das formas mais comuns de se tratar uma tireoide hiperfuncionante é através da remoção de toda ou parte da glândula tireoide. Isso pode levar a uma diminuição da produção dos hormônios pela glândula, o que causa o hipotireoidismo. O hipotireoidismo, porém, é mais fácil de se tratar, sendo apenas necessário a reposição dos hormônios em falta.

Já a tireoidite de Hashimoto, como a doença de Graves, é também uma doença autoimune. Diferente da doença de Graves, no caso da doença de Hashimoto, há a produção de células e anticorpos que não vão estimular a produção de hormônios pela glândula e sim destruir lentamente a tireoide, levando à diminuição dos hormônios produzidos por essa glândula.

O Bócio e suas causas

O bócio nada mais é do que um aumento da região do pescoço e da laringe, causado diretamente por aumento do tamanho da glândula tireoide que, por algum motivo, não está funcionando corretamente. No mundo todo, mais de 90% dos bócios são causados pela deficiência de iodo. No Brasil isso é menos comum pela reposição de iodo no sal de cozinha, como comentamos acima.

Em países como o nosso, que fazem reposição de iodo, a causa mais comum é a tireoidite de Hashimoto, que leva ao hipotireoidismo. A doença de Graves, que cursa com hipertireoidismo, também pode causar bócio. Outras causas incluem adenomas de hipófise (hipertireoidismo central), tireoidite (inflamação da tireoide) e tumores benignos ou malignos da tireoide.

Causas mais raras e não relacionadas à tireoide também podem levar à formação do bócio, como a sarcoidose, a amiloidose, a acromegalia, dentre outras.

Existem vários tipos de bócio, dependendo do padrão do crescimento e do tamanho desse bócio. Nós podemos ter um bócio uninodular (apenas um nódulo é palpável e responsável pelo aumento do volume), multinodular (vários nódulos podem ser palpados na tireoide) ou um bócio difuso (toda a tireoide aumentada, de forma homogênea).

Já de acordo com o tamanho do bócio, podemos ter um bócio que só pode ser visto quando palpado, um bócio que pode ser visto a olho nu, sem a palpação ou ainda um bócio muito aumentado, que pode resultar na compressão das estruturas próximas da tireoide.

Atualmente, com o avanço da medicina e maior acesso à saúde em locais distantes, os bócios muito grandes são cada vez menos comuns. Esses costumam se localizar em áreas mais pobres e sem acesso ao sistema de saúde. Bócios que aumentam muito rápido de tamanho também podem indicar uma doença mais grave ou maligna.

Bocio Difuso

Bócios muito grandes são mais comuns nas populações carentes e sem acesso à saúde, ou indicam doença de rápido avanço. Adaptado de “Chinese Goiter“, Wen-Yan King

Quando temos um bócio muito grande (o que é bastante raro), esse pode comprimir a faringe e o esôfago, causando dificuldade de respiração e disfagia (dificuldade para engolir alimentos). É também comum haver a compressão de um nervo na região, chamado de laríngeo recorrente, o que leva à voz rouca.

De qualquer forma, na presença de um bócio, é sempre importantíssimo buscar auxílio médico de um clínico geral, que poderá avaliar melhor a presença desse aumento de volume, detectar se é realmente um problema de tireoide e realizar o tratamento adequado ou encaminhar a um Endocrinologista.

Nódulos da tireoide

Apesar de serem bastante comuns e existirem em 5% da população, a presença de um nódulo na tireoide pode causar bastante preocupação ao portador. Tais nódulos, como já dissemos, podem causar ou não alteração de hormônios da tireoide. Chamamos de um nódulo quente aquele que é capaz de captar iodo e um nódulo frio, aquele que não capta iodo e, portanto, não produz hormônios.

Quando estamos frente a um nódulo, o mais importante é saber se este é maligno ou benigno. Praticamente todos os nódulos quentes são benignos, enquanto os nódulos frios podem indicar malignidade.

Uma nodulação na região da tireoide ou do pescoço também pode indicar outras doenças ou sintomas não relacionados à tireoide, como uma linfonodomegalia ou um cisto tireoglosso.

Diagnóstico de doenças da tireoide

Quando um médico desconfia da presença de alguma doença da Tireoide, existem uma série de exames importantes que devem ser solicitados, e outros que só são usados em casos mais específicos.

Todos os pacientes com suspeita de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, bem como pacientes com bócio ou nódulo, devem realizar um exame de TSH e T4 livre. Esses dois hormônios são dosados na corrente sanguínea. Constituem um exame simples e eficaz na detecção de doenças da tireoide. Ainda podem ser dosados o T4 total, o T3 total e o T3 livre, que são necessários em casos mais específicos. Em nosso artigo sobre TSH, você encontra mais detalhes sobre a interpretação do TSH e do T4 livre.

Ainda é possível realizar a dosagem de uma série de anticorpos que podem estar envolvidos em doenças autoimunes da tireoide, como a doença de Graves no hipertireoidismo e a tireoidite de Hashimoto no hipotireoidismo. Os mais populares são os anticorpos anti-tireoperoxidase (anti-TPO), anti-tireoglobulina (anti-Tg) e anti-receptores de TSH (TRab).

No caso de bócios, são solicitados os exames de TSH e T4 livre e anticorpos, junto com a avaliação da possibilidade de se existir deficiência de iodo. Só costuma se solicitar um exame de ultrassom (ecografia) quando existe, junto com o bócio, a presença de um ou mais nódulos palpáveis.

No caso de nódulos solitários ou suspeitos, além da ecografia, é possível realizar a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF), que irá coletar material do nódulo para avaliação histológica, que pode detectar malignidade ou benignidade.

A cintilografia de tireoide também é um exame que temos à disposição, e pode ser usada para detectar nódulos e bócios hiperfuncionantes ou não funcionantes, através da captação de Iodo Radioativo.

Cintilografia da Tireoide

A Cintilografia da Tireoide é um exame solicitado principalmente na avaliação de bócios e nódulos. Adaptado de “Thyroid scintigraphy“, Wikipedia.

Tratamento de doenças da tireoide

Como existem um grande número de doenças envolvendo essa glândula, causadas por diversos fatores, é claro que o tratamento depende de que tipo de doença estamos falando.

No caso do Hipertireoidismo, é necessário reduzir a hiperfunção da glândula tireoide, de alguma forma. Temos à disposição as chamadas medicamentos antitireoideos, que irão atuar na diminuição da produção dos hormônios tireoideos. Os mais comuns no nosso país são o Metimazol e o Propiltiouracil (PTU). Além dessas drogas, temos à disposição a ablação com iodo radioativo e o tratamento cirúrgico, através da remoção de toda a glândula ou parte do seu tecido.

Já em relação ao Hipotireoidismo, o tratamento deve ser a reposição hormonal. Nesse caso, o medicamento de escolha é a Levotiroxina, também conhecida como Puran T4. Esse medicamento nada mais é do que o próprio hormônio T4, que depois será convertido em T3 para ser utilizado pelo corpo.

No caso de nódulos e bócios da tireoide, a remoção pode ser apenas estética quando temos nódulos e bócios que não atrapalham a produção hormonal da tireoide e não são malignos. De qualquer forma, cada paciente deve ser avaliado de forma individual. Nódulos malignos ou suspeitos sempre serão removidos com cirurgia.

Em cirurgias que removem grande parte do tecido da tireoide, o paciente pode entrar em Hipotireoidismo, que será tratado com reposição hormonal à base de Levotiroxina.

Concluindo…

Este artigo acabou ficando bastante longo, mas tenho certeza de que com ele, você pode ter uma ideia do panorama geral da tireoide e a complexidade envolvida nas doenças da tireoide.

Você já sabe, com esse artigo, que “tireoide todo mundo tem”: é uma glândula existente em todas as pessoas. Portanto, quando falamos em tireoide, podemos ter uma glândula normal, funcionante, e uma “tireoide doente”. E quando falamos em uma doença da tireoide, ela pode envolver a alteração dos hormônios produzidos levando a alteração no metabolismo e sintomas específicos, ou pode apenas surgir como um aumento do volume da tireoide, com ou sem sintomas. Já sabemos também que a tireoide pode ser alvo de doenças malignas e de nódulos benignos, que devem ser avaliados individualmente.

Você também já ficou a par de informações básicas sobre o diagnóstico e o tratamento das doenças da tireoide.

Em artigos futuros, pretendo explicar com mais detalhes cada uma das doenças envolvendo a tireoide.

Espero que tenham gostado desse artigo e até a próxima! Se tiver quaisquer dúvidas, como sempre recomendo, deixe seu comentário!

Referências:

  1. Longo, D., Fauci, A., Kasper, D., & Hauser, S. (2011). Harrison’s Principles of Internal Medicine 18th edition. McGraw-Hill Professional.
  2. Pontes, A. A., Adan, L. F., Costa, A. D. M., Benício, A. V. L., Silva, C. R., Morais, R. M., & Pedrosa, V. C. (2002). Prevalência de doenças da tireóide em uma comunidade do nordeste brasileiro. Arq. bras. endocrinol. metab,46(5), 544-549. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302002000500008&script=sci_arttext


Atenção: o MedSimples é um site de caráter informativo e educativo, não substituindo, em nenhum momento (nem com os artigos, nem com as respostas de comentários) uma consulta médica, sendo esta primordial para se realizar um diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequados de qualquer paciente.

5 Comentários

  1. morganha

    Um ótimo artigo. Todavia fiquei bem confusa pois tenho sintomas tanto do híper como do hipo… mas de certa forma me aliviou, estou me tratando do hipotireoidismo, mas venho apresentando o que eu acho que é Dermopatia, geralmente vista na forma de placas avermelhadas nas canelas, conforme explicado em seu artigo. Seria isso possível?

    • Alan Niemies
      Autor do Artigo

      Olá, Morganha. É possível sim. Tanto o hipo quanto o hipertireoidismo podem alterar a região da perna com a chamada dermopatia tireoidea ou mixedema pré-tibial, porém outros diagnósticos devem ser considerados também e investigados por um médico capacitado.

  2. Lucia Lima

    Muito bom o artigo. Fiz um ultrassom e o médico me disse que tenho tireoidite, muda muita coisa? já estou tomando Puran T4 de 100mg.

    • Alan Niemies
      Autor do Artigo

      Olá, Lucia. Fico feliz que tenha gostado! 🙂

      Existem várias formas de Tireoidite. A mais comum delas é a Tireoidite de Hashimoto, uma importante causa de Hipotireoidismo. Neste caso, é interessante ele ter citado esse nome porque você fica, assim, com um diagnóstico que chamamos de etiológico (ou seja, o nome da causa do seu Hipotireoidismo). Isso permite que você e seu médico conheçam melhor a doença com a qual estão lidando. De qualquer forma, o tratamento segue igual!

      Espero ter lhe ajudado e obrigado pelo comentário.

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